Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

Policiais do RN se reúnem nesta terça-feira para decidir se retornam às atividades

Policiais do RN se reúnem nesta terça-feira para decidir se retornam às atividades
Foto: Polícia Militar/Divulgação
por Redação 0 Comentários

Apesar da decisão judicial que determinou o retorno às ruas dos policiais civis e militares do Rio Grande do Norte, não está confirmado o cumprimento da ordem expedida pela desembargadora Judite Nunes.

As associações de oficiais e dos praças aguardam a notificação na manhã desta terça-feira (26), assim como o Sindicato dos Policiais Civis. Após isso, o conteúdo será informado aos profissionais. Contudo, a volta às atividades não está garantida.

Até o início da manhã desta terça-feira, a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros não havia recebido a notificação sobre a decisão judicial. Após a notificação, os policiais militares farão assembleia e decidirão se retornam ou não ao trabalho. No caso dos oficiais, também não está marcada a discussão.

De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais da PM, major Antoniel Moreira, a orientação é para que a decisão seja cumprida e os oficiais voltem às ruas. Por outro lado, major Moreira explicou que a associação atua como intermediadora entre a tropa e o Governo, mas que não encabeça o movimento para a Operação Padrão.

"Os movimentos não passam pelas associações, que atuam mais como conciliadoras. Vamos informar o conteúdo da decisão e solicitar a volta às atividades, mas o movimento é da tropa. É a tropa que vai decidir, mas, pelo que se nota, a tendência é que os policiais não acatem", explicou o presidente da Associação dos Oficiais da PM.

No caso da Polícia Civil, também não há uma decisão sobre o possível retorno ao trabalho. Uma assembleia da categoria ocorre na manhã desta terça-feira, na sede do Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (Sinpol), quando a decisão será comunicada. Os policiais civis ainda não sinalizaram se retornarão ao trabalho.

Policiamento

Nas primeiras horas da manhã de hoje, o que se viu foi a continuidade da paralisação da Polícia Militar. No 1º Batalhão, nas Rocas, Zona Leste de Natal, as oito viaturas que estão em condições de funcionar seguiam paradas. Um policial, que pediu para não ser identificado, disse que, além do salário atrasado, não são dadas condições de trabalho. “Todos os policiais estão aqui prontos para trabalhar, mas exigimos condições adequadas. Queremos o mínimo de respeito”, disse o policial.

No total, o batalhão possui 15 viaturas, mas somente oito vão às ruas durante os patrulhamentos diários. Isso ocorre porque o restante está com algum defeito ou sem documentação. No pátio do batalhão, é possível observar automóveis impossibilitados de circular.

Decisão

Os policiais militares e civis reduziram a atuação nas ruas desde os dias 19 e 20, respectivamente. O motivo para a chamada "Operação Padrão", quando os profissionais só vão às ruas após cumpridas todas as exigências legais de segurança para os agentes e militares, são os atrasos de salários dos servidores públicos do Rio Grande do Norte. O Governo do Estado busca recursos para fazer os pagamentos, mas ainda não dispõe da verba.

No plantão do dia 24 de dezembro, a desembargadora Judite Nunes decidiu acatar o terceiro pedido da Procuradoria-Geral do Estado para determinar o retorno dos profissionais às ruas. Anteriormente, os desembargadores Dilermando Motta e Amílcar Maia já tinham negado pedidos semelhantes por parte do Executivo, alegando que a Operação Padrão não se configurava como greve.

Na decisão de Judite Nunes, foi determinada ainda multa que varia entre R$ 2 mil a R$ 30 mil a associações e sindicatos em caso de descumprimento.

Com informações do Portal Tribuna do Norte